​​No fluxo do progresso
A vontade e a necessidade de desenvolvimento do Brasil têm sido um mantra ouvido continuamente por décadas: o país do progresso, o país do futuro, o país subdesenvolvido, o país em desenvolvimento, o país que quer desenvolvimento sustentável com inclusão social.

Em paralelo, há anos vem acontecendo aqui um silencioso fluxo positivo, que precisa ser identificado e divulgado: um progresso descentralizado, não planificado, factual, privado e/ou público, resultado do nosso trabalho coletivo e da abertura que o brasileiro oferece ao que é “novo”. Um progresso vivo, espontâneo, orgânico, real; o nosso progresso, que fazemos a cada dia, com a participação de todos nós.

É o fluxo da “inovação social”: uma mudança, uma novidade que altera um padrão social — uma alteração que soluciona um problema social. Observamos os efeitos integrados da dinâmica dessas novidades com o potencial de alterar o convívio social, desses conjuntos de mudanças que afetam ou afetarão um padrão comportamental coletivo, com potencial de multiplicação exponencial.

Para podermos realizar qualquer objetivo, precisamos olhar onde estamos, como chegamos até aqui e quais são os instrumentos que temos para viabilizar esse objetivo.

A cidadania ativa brasileira pode escolher ter como meta ampliar a distribuição de novos progressos, criando oportunidades de progresso pessoal, empresarial, social e governamental, por meio da educação, por exemplo.

Essa meta social terá mais chance de êxito se as lideranças futuras conhecerem a possibilidade de integrar suas iniciativas futuras à continuidade dos fluxos de progresso social que estão em curso.

A inovação social é um instrumento para a solução de problemas sociais e, portanto, pode servir para tornarmos realidade a meta coletiva de progresso social no Brasil.


Nesse contexto, criamos o BRZL.ORG, um centro de pesquisa em inovação social no Brasil.